Publicação em destaque

Pix bate recorde e movimenta R$ 35 trilhões em 2025; BC já planeja versão internacional do sistema

Imagem
 O Pix consolidou de vez sua posição como o principal meio de pagamento do Brasil. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 35,36 trilhões ao longo de 2025, novo recorde histórico desde sua criação, em 2020. O balanço faz parte da segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, documento que reúne os principais números do período entre 2023 e 2025 e também traça a agenda de evolução da ferramenta para os próximos anos, incluindo planos ambiciosos como a criação de uma versão internacional do sistema. Os números de um sistema que já domina o dia a dia do brasileiro O crescimento do Pix em 2025 impressiona tanto em volume financeiro quanto em quantidade de transações. Ao todo, foram quase 80 bilhões de operações realizadas ao longo do ano, um avanço de 25,7% na comparação com 2024. Já o volume financeiro movimentado cresceu ainda mais, 33,8%, ultrapassando a marca de R$ 35 trilhões, praticamente equivalente...

Petrobras dobra o lucro e chega a R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, um dos melhores resultados da história da empresa

 



A Petrobras divulgou nesta semana o balanço financeiro do segundo trimestre de 2026, e os números impressionaram até analistas mais otimistas do mercado. A estatal reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões entre abril e junho, o equivalente a cerca de US$ 10,4 bilhões, um salto de 97% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado praticamente dobrou o lucro na comparação anual e ficou entre os maiores já registrados na história da companhia em um único trimestre.

Para se ter uma ideia da força desse avanço, basta comparar com o desempenho do início do ano: nos três primeiros meses de 2026, a Petrobras já havia lucrado R$ 32,7 bilhões, número que por si só seria considerado robusto, mas que ficou bem abaixo do resultado do segundo trimestre. Ou seja, a companhia não apenas manteve o ritmo forte de 2026, como acelerou ainda mais ao longo do ano.

O que explica o salto no lucro

Segundo a própria Petrobras, o resultado foi sustentado por uma combinação de fatores operacionais e externos que se reforçaram mutuamente ao longo do trimestre. Do lado da produção, a empresa bateu recorde na extração própria de petróleo no Brasil, atingindo a marca de 2,7 milhões de barris por dia, volume 15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

As refinarias também trabalharam praticamente no limite da capacidade técnica: o fator de utilização do parque de refino chegou a 101% no trimestre, resultado da alta demanda por combustíveis no mercado interno. Essa produção intensa se refletiu diretamente na oferta de derivados: foram 509 mil barris por dia de diesel S10 e 109 mil barris diários de querosene de aviação, num total de 1,9 milhão de barris de derivados produzidos por dia, alta de 5,6% em relação ao primeiro trimestre do ano. Com mais combustível sendo refinado internamente, a companhia também conseguiu reduzir as importações em 40% na comparação com os três meses anteriores, o que ajuda a diminuir a dependência externa e melhora a margem da operação.

Do lado externo, o cenário internacional também favoreceu a companhia. A cotação do petróleo Brent, referência global para o setor, ficou pressionada para cima ao longo do trimestre, impulsionada pela persistência de tensões geopolíticas no Oriente Médio. Com o barril mais valorizado no mercado internacional, a receita da Petrobras por unidade produzida também cresceu, reforçando ainda mais o resultado financeiro do período.

As exportações completam o cenário positivo: os embarques de petróleo e derivados para o exterior chegaram a quase um milhão de barris por dia, avanço expressivo que também contribuiu para o desempenho financeiro da estatal.

Recorde histórico e avaliação da própria empresa

Em nota, o diretor financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, destacou que os recordes operacionais alcançados no trimestre levaram a companhia a um dos maiores resultados financeiros trimestrais de toda a série histórica. Segundo ele, o aumento simultâneo na produção de óleo e de derivados, somado à valorização do Brent, fortaleceu de forma consistente a geração de caixa da empresa.

O indicador de EBITDA ajustado, que mede a geração operacional de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 93,8 bilhões no trimestre, equivalente a cerca de US$ 18,6 bilhões. Quando excluídos eventos não recorrentes que afetam o resultado contábil, o lucro líquido ajustado sobe ainda mais, para R$ 55,8 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado sem esses efeitos chega a R$ 100,6 bilhões.

Impostos, dividendos e investimentos

Com a receita em alta, a arrecadação de impostos também cresceu de forma expressiva. No trimestre, a Petrobras pagou R$ 88,6 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais, além de participações governamentais, valor cerca de R$ 22 bilhões superior ao pago no mesmo período do ano anterior. Isso reforça o papel da estatal como uma das maiores contribuintes do país e ajuda a explicar por que o desempenho trimestral da empresa costuma repercutir também nas contas públicas.

Parte relevante do lucro deve retornar aos acionistas: foram aprovados R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período, que serão distribuídos entre os investidores privados e públicos que possuem participação na companhia, entre eles o próprio governo federal, principal acionista da Petrobras.

Do lado dos investimentos, a estatal aplicou R$ 26,7 bilhões no trimestre, equivalentes a cerca de US$ 5,3 bilhões. A maior parte desses recursos, 82% do total, foi direcionada ao segmento de exploração e produção, área considerada estratégica para sustentar o crescimento da produção nos próximos anos. Entre os destaques dos investimentos está a construção das plataformas P-80, P-82 e P-83, que devem entrar em operação a partir de 2027, ampliando ainda mais a capacidade de extração da companhia no pré-sal.

Dívida controlada e trajetória de queda

Apesar do forte volume de investimentos e da distribuição robusta de dividendos, a Petrobras conseguiu manter a dívida bruta sob controle. Ao final do trimestre, o indicador estava em US$ 70,8 bilhões, abaixo do teto de US$ 75 bilhões estabelecido no Plano de Negócios da companhia para o período de 2026 a 2030. A expectativa da própria estatal é seguir reduzindo esse patamar, com meta de convergência para US$ 65 bilhões nos próximos anos, o que indica disciplina financeira mesmo em um momento de forte geração de caixa.

Por que esse resultado importa para além da Petrobras

O desempenho trimestral da Petrobras costuma ter efeitos que vão muito além do balanço da própria empresa. Como maior companhia do país e uma das principais fontes de arrecadação tributária, os resultados da estatal impactam diretamente as contas públicas em todas as esferas de governo, além de influenciar o comportamento da bolsa de valores brasileira, já que a Petrobras é uma das ações com maior peso no Ibovespa.

A distribuição de dividendos bilionários também tem efeito relevante sobre o mercado financeiro brasileiro, uma vez que parte considerável desses recursos retorna a fundos de investimento, fundos de pensão e investidores pessoa física que possuem ações da companhia em suas carteiras. Além disso, o aumento da produção nacional de petróleo e da capacidade de refino fortalece a segurança energética do país, reduzindo a dependência de importação de combustíveis em um momento de volatilidade nos preços internacionais.

O que esperar para os próximos trimestres

Com produção recorde, refino operando próximo do limite técnico e exportações em expansão, a Petrobras chega ao segundo semestre de 2026 em um dos melhores momentos operacionais dos últimos anos. A entrada em operação de novas plataformas ainda neste ano e a expectativa de manutenção de preços internacionais do petróleo em patamares favoráveis alimentam a expectativa de que a companhia possa manter resultados robustos nos próximos trimestres.

Ainda assim, o setor de petróleo e gás é historicamente sensível a oscilações do cenário internacional, especialmente a tensões geopolíticas e mudanças na política de preços dos grandes produtores mundiais. Por isso, mesmo diante de um resultado tão expressivo, o mercado deve continuar acompanhando de perto as próximas divulgações trimestrais da estatal, tanto pelo impacto direto nos cofres públicos quanto pelo peso da empresa na economia brasileira como um todo.







#Petrobras #LucroRecorde #EconomiaBrasil #PréSal #Petróleo #MercadoFinanceiro #Investimentos #Ibovespa #NotíciasBrasil #Dividendos #EstataisBrasileiras #GovernoFederal #EnergiaEBrasil #Bahia #EunápolisNoticias

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aluguel de Vans e Excursões em Eunápolis: Viaje com a Roberto Escolar e Turismo

Melhores CRMs para Empresas em 2026: Guia Completo para Escalar suas Vendas

Debate na Band Bahia tem climão entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues; veja os principais embates